Tem uma diferença entre o que a gente constrói e o que a gente é.
Eu demorei um tempo para entender isso sobre o dMix.
O Listing existe. Funciona. Tem propósito claro, estrutura, objetivo. É trabalho — e trabalho bem feito. Mas quando eu abro o Listing, eu vejo uma ferramenta. Necessária, importante, real. Mas uma ferramenta.
Quando eu abro o Magazine, acontece outra coisa.
Eu vejo cada linha que foi pensada. Cada categoria que nasceu de uma percepção, não de uma planilha. Cada imagem escolhida porque dizia algo que as palavras ainda não tinham dito. Vejo o capricho — e capricho não é perfeccionismo, é cuidado com o que importa de verdade.
O Magazine não foi planejado para ser bonito. Ele ficou bonito porque foi honesto.
Tem um apelido que a minha família usava quando eu era criança. Monka, Monkinha. Uma abreviação carinhosa de Mônica — dita por quem me amava antes de eu saber quem eu seria. Durante muito tempo esse nome ficou guardado, pertencendo só àquele tempo, àquelas pessoas, àquela menina.
Hoje Monka assina essa coluna.
Não foi uma decisão de branding. Foi um reconhecimento. De que a pessoa que escreve aqui não é a profissional, não é a empresária, não é a fundadora de nada. É a mesma que recebia esse nome com carinho.
Existe uma imagem do Magazine que eu guardo com um afeto especial. A Monka no Arpoador. Uma praia real, um lugar que vivi, uma memória que existe fora de qualquer tela. E no cenário, quase despercebida, uma placa: Arpex Web — surfing into the future.
Ninguém me pediu para colocar aquela placa ali. Eu quis. Porque o dMix Brazil nasceu da Arpex Web, que nasceu de mim, que fui chamada de Monka por quem me amava antes de tudo isso existir.
Tudo conectado. Sem forçar.
Quando me perguntam o que é o dMix Brazil, eu consigo explicar. Ecossistema digital, empresas brasileiras, visibilidade global — as palavras existem e são verdadeiras.
Mas quando eu sinto o que é o dMix Brazil, a resposta é mais simples e mais difícil ao mesmo tempo:
Sou eu.
Não como vaidade. Como reconhecimento.
De que a maior conquista não é o que você entrega ao mundo — é o que você coloca de si mesmo no que entrega.
— Monka


